O Orçamento de 2022 foi aprovado com espaço para reajuste salarial dos policiais federais. Após isso, servidores do Banco Central e da Receita Federal ameaçaram o governo de uma possível greve, caso o aumento do salário não abrangesse outras categorias.
O reajuste salarial da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal foi uma estratégia do governo para minimizar as manifestações e críticas da categoria a atual gestão de Bolsonaro. Segundo os profissionais, após a posse do atual presidente houve perda salarial e de direitos.
Diante disso, foi realizada uma articulação política para conseguir espaço no Orçamento de 2022. Para isso, o governo se comprometeu a antecipar a compra das vacinas contra a Covid-19 previstas para 2022 ainda neste ano.
Assim, o dinheiro reservado para essa despesa em 2022 foi realocada para o reajuste salarial dos policiais federais. O relator do Orçamento de 2022, o deputado Hugo Leal, acabou cedendo a pressão do governo e separou R$ 1,7 bilhão para os reajustes salariais dos agentes de segurança no ano que vem.
Porém, essa estratégia desagradou outras categorias de servidores que se viram excluídos e agora também exigem reajustes salariais. Servidores da Receita Federal e do Banco Central alertaram o governo sobre uma reação das duas categorias, caso o presidente não ampliasse o reajuste para outras categorias.

Deixe seu comentário